* Principais cases
Virada omnichannel numa rede que não era digital
A pandemia fechou o trânsito para a loja de um dia para o outro. A Hortifruti Natural da Terra é a maior rede varejista de produtos frescos do país, com a operação toda pensada para o presencial. Foi preciso responder de imediato a distanciamento e higiene e, ao mesmo tempo, acelerar em semanas uma agenda digital de anos: canais de compra online e BOPIS.
O que fiz: respondi pelo plano estratégico e criativo de comunicação do omnichannel — não como campanha de lançamento, mas como sistema: personas, jornada de compra, funil e conteúdo, desdobrados em comunicação 360°, do digital ao ponto de venda.
Resultado: a rede passou a existir em canais onde antes não existia, com a mesma linguagem e o mesmo cuidado da loja física — explicando a jornada para uma base que nunca tinha comprado hortifruti pela internet. No primeiro Natal da pandemia, a campanha Feliz Natural pra você (6 semanas, 4 estados) levou a +350% nos tickets de R$ 500 a 999 e à recuperação de market share.
Um negócio construído do zero
Com um desejo antigo de empreender, expertise e uma oportunidade de mercado latente, fundei a Paralaxe, um estúdio de marketing de influência.
O que fiz: construí negócio de ponta a ponta, oferecendo serviço para marcas (estratégia, curadoria, gestão de comunidade) e creators (comercial e consultoria).
Na frente comercial, estruturei operação completa: processos de prospecção, negociação e relacionamento. Implementei estratégia de CRM com jornada bem definida — cada tipo de cliente (marcas, creators, fornecedores) com abordagem, pitch e cadência específica. Montei deck de apresentação, fluxo de conversa, matriz de acompanhamento. Aprendi a negociar contrato, validar fit de oportunidade e desenvolver parcerias estratégicas que duraram além do projeto inicial.
Resultado: no segundo ano, faturamento cresceu 112% com 25% de margem, já remunerando time e pró-labore. Mais de 40 marcas pagaram em 2024, entre elas L'Oréal, Pantene e Tinder, e contratos recorrentes por mais de um ano com marcas como Bisyou, Onda e Balm. Uma creator da carteira saiu de 10 mil para 100 mil seguidores em um ano, com mais de 10 contratos fechados. Passei a decidir olhando margem, prioridade e retorno.
Moda e cultura periférica em mídia espontânea
Eu Vim de Lá é o drop 3 da collab entre Kenner e Anitta. Reuniu 5 marcas independentes nascidas em periferias (Rio, Belém, Santa Catarina, Salvador) num concurso de moda no Museu de Arte do Rio, em setembro de 2025. No júri: Anitta, a diretora de produto da Kenner, o diretor da Casa de Criadores e uma professora do IED.
O que fiz: orquestrei o desdobramento estratégico e tático do projeto — coordenei times, PR, influência, cronograma e orçamento para a execução sair integrada. O projeto também gerou um documentário no YouTube.
Resultado: 223 matérias espontâneas em veículos como Quem, Gshow, Terra, Metrópoles e Hugo Gloss. Mais de R$ 26 milhões em valor equivalente publicitário (VEP) de imprensa. 2,1 milhões de pessoas alcançadas.
Reposicionamento com a abertura de uma flagship
A Zerezes estava em reposicionamento — saindo de "marca dos garotos da PUC" para mostrar amadurecimento.
O que fiz: plano 360°, narrativa definida junto com o CEO, agência de PR conectada para a semana da abertura. Press trip com 5 jornalistas de SP tier 1 para brunch e tour com os sócios na loja, que também era o escritório. À noite, evento de abertura, com curadoria de nomes que gerassem chancela e alcance.
Resultado: cobertura espontânea em Vogue, ELLE e FFW, mais de 100 menções de mídia ganha no Instagram e um dos posts de maior engajamento da marca. A loja virou ponto turístico e passagem obrigatória pra quem vive ou passa pelo Rio, numa rua especial de Ipanema (Garcia d'Ávila).
Social selling como canal de receita
Quando fui convidada para estruturar a área de marketing, a marca tinha planos de crescimento rápido. Existia um público fiel — de clientes a creators, mas ninguém trabalhava essa comunidade com objetivo de transformar relação em receita.
O que fiz: desenhei a área em três pilares — comunicação, branding e social selling. Mergulhei fundo em marketing de influência: segmentei a base de creators por objetivo (marca vs. venda) e ampliei o uso muito além de conteúdo — rosto de campanha, canal de escuta sobre produto, afiliados, live shopping, mídia paga. Tudo com um time de três pessoas.
Resultado: a frente de social selling passou a responder por 26% da receita atribuída do e-commerce, contribuindo para a aquisição da empresa pela Nestlé Health Science. Em 2022, foram 62 influenciadores com ROAS 4,5 e 44 live shops com mais de 10 mil pedidos. Foi essa imersão que, depois, virou meu próprio negócio.